IMC: tabela completa, como calcular e o que fazer depois

O IMC (Índice de Massa Corporal) é o peso dividido pela altura ao quadrado. Em adultos, o intervalo considerado normal vai de 18,5 a 24,9: uma pessoa de 70 kg e 1,75 m tem IMC 22,86; 90 kg e 1,70 m resultam em 31,14 (obesidade grau I); 55 kg e 1,62 m dão 20,96. É um cálculo de segundos — e também um dos triadores de saúde mais usados no mundo.
Tabela de classificação do IMC para adultos
- Abaixo de 18,5: baixo peso — indica investigar perda de peso, alimentação e doenças.
- 18,5 a 24,9: eutrofia (peso normal).
- 25,0 a 29,9: sobrepeso, também chamado de pré-obesidade.
- 30,0 a 34,9: obesidade grau I.
- 35,0 a 39,9: obesidade grau II.
- 40 ou mais: obesidade grau III (antes chamada mórbida).
As faixas são as mesmas da OMS para homens e mulheres, e os pontos de corte mudam apenas por grupo etário — por isso a próxima seção.
Como calcular passo a passo
- Pese-se de manhã, no jejum, com pouca roupa, em balança calibrada.
- Meça a altura em metros: 1,75 m (175 cm ÷ 100 = 1,75).
- Eleve a altura ao quadrado: 1,75 × 1,75 = 3,0625.
- Divida o peso pelo resultado: 70 ÷ 3,0625 = 22,86.
Faça a conta na calculadora de IMC do UtilPro: basta altura e peso, e a calculadora já devolve a faixa da tabela com a leitura adequada ao caso.
IMC para idosos: os cortes mudam
Acima dos 65 anos, baixo peso é mais risco do que sobrepeso leve — a força muscular e a reserva nutricional valem mais do que o número redondo da balança. Para pessoas com mais de 65 anos, o risco nutricional e obesidade segundo critérios da ABESO:
- Abaixo de 21: risco de desnutrição.
- 21 a 24,9: eutrofia (peso adequado).
- 25 a 29,9: sobrepeso.
- 30 ou mais: obesidade.
Crianças e adolescentes: usa escore-Z, não a tabela de adultos
De 2 a 19 anos, o IMC é comparado às curvas da OMS pela idade e pelo sexo, e o resultado é o escore-Z (desvio-padrão):
- Menos de −3: desnutrição grave.
- −3 a −2: desnutrição.
- −2 a +1: eutrofia (peso normal).
- +1 a +2: sobrepeso.
- +2 a +3: obesidade.
- Acima de +3: obesidade grave.
Antes dos 2 anos, a avaliação usa o peso por idade e a curva de crescimento — quem tem filho pequeno deve olhar o cartão de saúde com o pediatra, não aplicar a tabela adulta.
Limites do índice (leia antes de se assustar)
- Não separa massa magra de gordura: atleta de 90 kg e 10% de gordura pode ser classificado como obeso na tabela, mesmo com risco cardiovascular baixo.
- Ignora onde a gordura está: a circunutura da cintura é o complemento natural da avaliação (acima de 104 cm em homens e 90 cm em mulheres já indica risco, independentemente do IMC).
- Cortes podem ser ajustados: para população de ascendência asiática, a OMS sugere pontos de corte mais baixos, com sobrepeso a partir de 23.
- Não serve para gestantes nem para avaliar perda ou ganho de peso isolado durante a gestação.
- É triagem, não diagnóstico: ele indica por onde começar a investigação, não fecha sozinho nenhum caso clínico.
O que fazer depois do resultado
- Interprete o contexto: histórico de peso, circunutura, pressão, glicemia e estilo de vida dizem mais que um número isolado.
- Se a meta é emagrecer: o caminho é déficit calórico sustentável — comer menos do que se gasta, com proteína suficiente e déficit na faixa de 15% a 20%, como explicamos em ciência do déficit calórico.
- Some força e aeróbio: treino de força preserva massa magra e mantém o metabolismo em pé enquanto o peso cai.
- Defina marco, não milagre: perder 5% a 10% do peso já melhora pressão, glicemia e triglicerídeos — resultado clínico real, sem esperar a faixa perfeita.
- Procure profissional: nutricionista e médico endocrinologista leem o IMC junto com exames e histórico; sozinho, o número não conta a história inteira.
Perguntas frequentes
Qual é o IMC ideal?
Para adultos, entre 18,5 e 24,9. A partir dos 65 anos, a faixa adequada sobe para 21 a 24,9.
O IMC pode errar?
Pode, principalmente em atletas, idosos com pouca massa muscular e gestantes — por isso ele é usado como triagem e acompanhado de outras medidas.
IMC alto automaticamente significa problema de saúde?
Não. Ele indica risco aumentado, e a decisão clínica considera gordura visceral, pressão, exames e histórico familiar.
Como calcular o IMC em cm?
Converta a altura para metros antes: 1,70 m em vez de 170. Depois divida o peso pela altura ao quadrado.
O IMC é instrumento de triagem nutricional, usado nas diretrizes da OMS e da ABESO; qualquer alteração de peso relevante deve ser avaliada por nutricionista ou médico.